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Na escalação do Brasil contra Noruega, Ancelloti sinaliza time mais ofensivo: entenda
- Author, Iara Diniz
- Role, De São Paulo para a BBC News Brasil
- Published
- Tempo de leitura: 4 min
Na escalação do Brasil contra a Noruega (acompanhe aqui ao vivo), Carlo Ancelotti decidiu colocar Gabriel Martinelli no lugar de Lucas Paquetá. Até o início do domingo, ainda havia dúvida sobre quem seria o "herdeiro" da posição - Martinelli ou Danilo Santos.
Martinelli havia treinado entre os titulares na reta final da preparação do jogo, cujo horário foi mantido para às 17h deste domingo (5/7), após a Fifa cogitar alterar o horário.
Na avaliação dos comentaristas esportivos ouvidos pela BBC News Brasil, a decisão de Ancelotti não dependeu apenas das características dos candidatos à vaga de Paquetá, que está lesionado, mas também da estratégia adotada para enfrentar a Noruega.
O principal desafio é conter Erling Haaland, artilheiro da equipe e principal referência ofensiva. O atacante conta com o apoio do meia Martin Ødegaard, responsável por organizar as jogadas e dar assistência ao camisa 9.
Além disso, a seleção norueguesa tem como pontos fortes a força física e as bolas aéreas, fatores que poderiam exigir um Brasil mais equilibrado defensivamente.
Mas a entrada de Gabriel Martinelli deixa a Seleção mais ofensiva, com um desenho diferente no setor de ataque.
Neste cenário, até a altura dos candidatos pode ter pesado na escolha.
"Paquetá tem 1,80 m, Danilo e Martinelli têm quase isso, Endrick tem 1,73 m. Essa perda em estatura também precisa ser levada em consideração", observa Renata Mendonça, comentarista do SporTV e cofundadora do Dibradoras.
Ela acredita que Danilo teria sido a melhor opção para a vaga.
"Acho que pra começar o jogo, é melhor manter a estrutura que o Brasil já se acostumou a jogar, com 3 meio-campistas, que saibam pressionar alto, mas também que recomponham rápido porque a Noruega é um time forte e rápido nas transições", destaca.
"A tendência é que a Noruega venha bem fechada na defesa, e aí é muito importante ter jogadores de meio-campo que sejam dinâmicos e que consigam encontrar passes no mínimo espaço. E acho que Danilo encaixa bem nisso."
Por outro lado, existe a avaliação de que o Brasil pode levar vantagem ao apostar na movimentação do ataque e nas jogadas inidivuais de Vini Jr..
"Por isso eu colocaria o Martinelli, que é um jogador a mais para desequilibrar a defesa deles", diz Celso Unzelte, comentarista da ESPN.
Paulo Cesar Vasconcellos, comentarista da SporTV, também aponta Martinelli como a melhor alternativa diante das características da Noruega.
"A Noruega é uma equipe em que a troca de passes rápido de certa maneira desestabilizará o seu sistema defensivo", destaca PC Vasconcellos.
O escolhido: Gabriel Martinelli
Para entrar com Martinelli no time titular, Ancelotti deve alterar a estrutura da equipe. A tendência é abrir mão de um terceiro meio-campista de ofício para atuar com quatro jogadores de características ofensivas, em uma formação próxima de um 4-2-4.
Na visão de especialistas, a mudança daria ao Brasil mais velocidade e mobilidade no ataque, além de aumentar a pressão sobre a saída de bola da Noruega.
"Martinelli tem muita intensidade, pressiona muito o adversário sem bola e tem outra característica importante no ataque: consegue driblar o marcador e partir para cima", diz Renata Mendonça.
Para Celso Unzelte, o atacante do Arsenal é uma boa opção para o confronto.
Além das características que oferece ao time, Martinelli chega em alta após marcar o gol que garantiu a classificação diante do Japão. "Isso muda o astral e a confiança do time", afirma.
O comentarista do SporTV Paulo Cesar Vasconcellos também vê vantagens na substituição de Paquetá pelo atacante. Para ele, a entrada de Martinelli favorece a atuação de outro jogador: Vini Jr.
"O Martinelli é um jogador que pode atuar por dentro e, com isso, facilitar a vida do Vinicius Júnior. Ao mesmo tempo, ele cria uma movimentação pelo lado esquerdo. Quando o Martinelli abre por ali, o Vinicius pode atacar por dentro", destaca.